quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Trabalhadores da Mercedez-Benz paralisam atividades em protesto contra demissões

Os trabalhadores da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo decidiram hoje (4) paralisar as atividades da fábrica durante um dia por causa do anúncio – realizado na última terça-feira (2) – das demissões de 1.870 metalúrgicos, a partir de setembro. Serão demitidos os trabalhadores considerados excedentes e que não aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto em 1º de junho pela companhia.

Foto: Reprodução 
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira, a Mercedes-Benz foi procurada para evitar a medida. “Procuramos a empresa logo após tomarmos conhecimento do comunicado e tentamos apresentar medidas alternativas, mas a empresa se mostrou irredutível. Sabemos que há queda na produção, mas acreditamos que existam outras formas de atravessar este período, como a renovação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), layoff (suspensão de contratos) ou outros instrumentos que preservem empregos”, afirma. 

O sindicato também cita como alternativa para as demissões a utilização de alguns elementos similares aos do acordo aprovado nesta semana na Volkswagen para evitar a demissão de 3,6 mil metalúrgicos da fábrica Anchieta da montadora alemã. O acordo com a Volks prevê, além de layoff por até cinco meses, PDV e congelamento de salários pelos próximos anos, apenas com reposição da inflação no período.

Em nota, a Mercedez-Bens disse que continua em negociação com o sindicato para discutir as demissões, mas argumenta que o mercado de veículos tem sofrido os efeitos da crise política e  econômica do País e que o desempenho do setor tem caído desde 2014. 

Segundo a montadora, há cerca de 1,4 mil colaboradores em licença remunerada, desde fevereiro deste ano. Ainda assim, a fábrica opera com um dia a menos na semana, com a concessão de folga remunerada para os demais funcionários das áreas produtivas. “Nesse momento, diante de um cenário que tem se agravado, cada vez mais, não temos outra alternativa a não ser a redução do quadro de pessoal dessa fábrica”.

Estudo retrata a intolerância nas redes sociais

Da Redação

Um estudo realizado entre os meses de abril e junho pelo Comunica Que Muda, plataforma digital da agência nova/sb, monitorou a internet e encontrou dez tipos principais de intolerâncias. No total, foram analisadas 393.284 menções feitas por internautas de todo o País no Facebook, Twitter e Instagram e também em páginas de blogs e comentários de sites da internet.

Imagem: Divulgação 
Expressões como cabelo ruim, gordo, vagabundo, retardado mental, boiola, malcomida, golpista e velho predominam as palavras encontradas em posts, que revelam todo tipo de intransigência ao outro, em relação à aparência, classe social, deficiências, homofobia, misoginia, política, idade, raça, religião e xenofobia.

Com o auxílio de um software de monitoramento, o Torabit, a equipe do Comunica Que Muda concluiu que a intolerância de maior audiência no Brasil é a política, com quase 220 mil menções; mais de quatro vezes superior à misoginia, que aparece em segundo lugar (50 mil menções); seguida por preconceitos relacionados a deficiência, aparência e raça.

O Rio de Janeiro é o estado com maior volume de postagens intolerantes no País, seguido por São Paulo e Minas Gerais. Em termos relativos, na proporção com o número de habitantes, o Distrito Federal lidera o ranking.

Para o sócio-fundador da agência nova/sb, Bob Vieira da Costa, a intolerância na web é reflexo do que ocorre na vida real. “A intolerância nas redes é resultado direto de desigualdades e preconceitos sociais em geral, não é uma invenção da internet. O que ocorre é que o ambiente em rede facilita que cada um solte seus demônios, ao dar a sensação de um pretenso anonimato. O mundo virtual é, portanto, mais uma forma para que os intolerantes se manifestem e ampliem o seu alcance”, afirma.

Dados da ONG Safernet mostram que denúncias contra páginas que divulgaram conteúdo do tipo cresceram mais de 200% no País.

Ocupação no Jardim Alvorada deve chegar ao fim

A Prefeitura de Santo Andre informou, por meio de nota, que foi realizada audiência na 2ª Vara da Fazenda Pública de Santo André, na tarde desta última quarta-feira (03), sobre a reintegração de posse do terreno público do Jardim Alvorada. Na ocasião, a Prefeitura e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) homologaram acordo, no qual o MTST se compromete a desocupar a área voluntariamente, sem necessidade da ação policial, até 10 de agosto. 

Deste o último dia 9, cerca de mil pessoas ocupam o local | Foto: Arquivo 
Além disso, a Prefeitura dará apoio técnico ao movimento para viabilização de empreendimentos habitacionais na modalidade Minha Casa Minha Vida - Entidades. A audiência foi conduzida pelo juiz Marcelo Franzin.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Santo André tem semana dedicada à capoeira

Da Redação

A Casa da Palavra Mário Quintana será palco nesta segunda-feira ( 1º), a partir das 18h,  da abertura da 1ª Semana Municipal de Capoeira de Santo André. Até o próximo domingo (7), diversos locais da cidade receberão rodas, encontros, vivências e exposição de fotos, além do lançamento do DVD Meio Século de Capoeira em Santo André. A data foi escolhida para homenagear o Dia do Capoeirista comemorado nesta quarta-feira (3) e que, a partir deste ano, passa a integra o calendário oficial da cidade (Lei 9.727, de 2015).

Dia do Capoeirista é celebrado nesta quarta-feira (3) | Marcello Casal Jr/ABr
A ação será realizada pela Secretaria de Esporte e Lazer de Santo André, em parceria com a Federação Paulista de Capoeira e a Liga Intermunicipal Andreense de Capoeira. A proposta é difundir a atividade física, que reúne dança, arte, esporte e  lazer. Brasileira de nascença, a capoeira foi criada a partir de danças africanas pelos escravos que precisavam se defender dos castigos dos fazendeiros.

Programação

1º a 7 de agosto
De segunda a sábado, das 8h às 22h;  domingo, das 14h às 20h
Shopping Atrium
 Rua Giovanni Batista Pirelli, 155. Vila Homero Thon.
(Piso térreo)
Exposição de Fotos
1º de agosto, segunda-feira,
  às 18h
Casa da Palavra Mário Quintana
Praça do Carmo, 171. Centro
Abertura
Comunidade Capoeira
2 de agosto,
  às 19h30
Associação  Filhos do Camunucerê -
Rua Japão, 1.265. Jardim Santo Antonio
Encontro com Roda e bate papo
Marcos Roberto
M. Gigante
Associação Camanucerê
3 de agosto
  às 19h30
Centro Comunitário Tamarutaca
Avenida Prestes Maia – próximo à passarela
Encontro com Roda e bate papo
Jurandir Correia de Souza
M. Tomate
Associação Quilombo de Palmares
4 de agosto
  às 19h30
Salão da Paróquia  São Geraldo Magella.
Avenida Queirós Filho, 2.765. Vila Guaraciaba. Telefone: 4451-6257
Encontro com Roda e bate papo
M. Tucano
Associação Catanga de Aruanda
5 de agosto
às  19h30
Associação dos Missionários -
Rua dos Missionários, 135 – Jd. Santo André
Encontro com Roda e bate papo
José Carlos Santos
M. Baianinho
Associação Filhos do Norte
6 de agosto
às 10h
Concha Acústica -
Praça do Carmo
Centro.
Berimbalada / Roda de capoeira
Comunidade da Capoeira
7 de agosto
às 8h30
Shopping Atrium
 Rua Giovanni Batista Pirelli, 155. Vila Homero Thon - 
Lançamento do DVD – Meio Século de Capoeira em Santo André
M. Valdenor
7 de agosto
  às  13h
Ginásio do Parque Prefeito Celso Daniel.
Avenida Dom Pedro II, 940. Bairro Jardim.
Vivências de Capoeira
M. Ronaldo Mestrando Rato e Professor Negro Du

Construção do metrô no ABC deve ser financiada por bancos nacionais

Da Redação

O deputado estadual Orlando Morando realizou audiência com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, na última sexta-feira (29), para obter novas informações sobre a Linha -18 Bronze, o metrô que chegará a região do ABC. Segundo o secretário, a estratégia para a construção do metrô mudou e deverá ser realizada por empréstimos em bancos nacionais.  

Após aguardar um ano e três meses recursos do governo federal para a captação de empréstimos internacionais para início das desapropriações, a gestão paulista agora aposta na renegociação da dívida com a União para obter nova classificação na relação de capacidade de endividamento e, com isso, poder contrair empréstimos junto aos bancos nacionais.

Pelissioni e Morando se encontraram na última sexta-feira (29) | Foto: Divulgação
Pelissioni afirmou que a repactuação da dívida dos Estados com a União trouxe outras perspectivas de negociações para a Linha 18. “Teremos prazo estendido para pagar nosso passivo em 20 anos. Com isso, o Estado volta a ter carta de crédito para obter empréstimos. Nossa intenção agora é conversar com bancos nacionais, buscar linhas de créditos no País. Estimamos que sejam necessários R$ 600 milhões para as desapropriações para começar os trabalhos no início do próximo ano. Com o canteiro colocado, o prazo de entrega é de quatro anos (em 2021)”, afirma o secretário.  

Além disso, Pelissioni adiantou que já fez reunião com técnicos do Banco do Brasil e que vai procurar a Caixa Econômica Federal para analisar as linhas de crédito oferecidas por essas instituições. Também buscará recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a obra na região. 

Morando é presidente da Comissão de Transportes na Assembleia Legislativa. “Apesar dos atrasos, estamos otimistas que vamos ter o Metrô em São Bernardo”, finaliza. 

A Linha 18-Bronze tem programação de 15,7 quilômetros de extensão, e passará por Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo, ao custo de R$ 4,26 bilhões, divididos entre recursos públicos e do Consórcio Vem ABC, privado.

Centro Histórico de São Paulo recebe passeio guiado por professores de história

Da Redação

No próximo dia 13, os professores Rodrigo Rainha e William Martins (coordenadores do curso de História do grupo de ensino superior Estácio) promoverão um passeio com aula gratuita sobre a história do Centro Histórico de São Paulo. O evento, denominado “Rolê Brasil”, já passou por Belo Horizonte e Salvador, e agora chega ao Centro da cidade mais populosa do País. A aula ocorre a céu aberto e percorre os locais mais importantes da região, como a Praça da Sé e o Edifício Itália, para que os docentes mostrem a história que está nas ruas e avenidas, nos grandes prédios, nas praças e nas mudanças estruturais ocorridas ao longo dos mais de 460 anos do município.

Passeio passará por diversos pontos turísticos da cidade, como a Praça da Sé (foto)| Foto: reprodução 
A região que já viveu o apogeu, sendo centro comercial de São Paulo no século XX até os anos 70, passou por um longo período de abandono. Nos últimos anos, com o esforço iniciado pela sociedade civil e reiterado pelo poder público, o Centro Histórico passa por um processo de renovação a partir da recuperação do patrimônio histórico, aumento das opções de lazer e entretenimento, revitalização do uso do espaço urbano, entre outras ações. Para Martins, “a memória é um dos mais importantes instrumentos para o reconhecimento indenitário e consequente potencial de zelo e transformação”. 

O Rolê Brasil – São Paulo, realizado pelo Estúdio M’Baraká com patrocínio da Estácio, manterá a estrutura e perfil em todas as cidades por onde ocorre o projeto: passeios descontraídos, olhares atentos para a história e arquitetura da cidade, curiosidades, e professores especialistas nos assuntos abordados. 
Edifício Copan também será visitado | Foto: reprodução
Na edição paulista, a jornada histórico-cultural começa às 10 horas, com previsão de duração de 2h30 e terá como ponto de encontro a Biblioteca Mario de Andrade. Depois seguirá o roteiro dando um rolê pelo circuito de museus e instituições culturais de Sampa, até chegar no edifício Guinle. Ainda em 2016, São Paulo receberá mais um Rolê, em 22 de outubro.

Detalhamento do roteiro do passeio de 13 de agosto:
•          Biblioteca Mario de Andrade – Ponto de encontro
•          Edifício Copan
•          Edifício Itália
•          Theatro Municipal
•          Praça da Sé + Marco Zero
•          Catedral Metropolitana da Sé
•          Museu da Cidade – Solar Marquesa de Santos
•          Conjunto cultural da Caixa
•          Palácio da Justiça
•          Ordem Terceira do Carmo
•          Edifício Guinle



ABC tem déficit de 230 mil moradias

Da Redação

O diagnóstico sobre a situação habitacional no ABC, apresentado ontem (1º) aos prefeitos da região, aponta um déficit de 230 mil moradias nas sete cidades. Em toda região, o número do déficit quantitativo, isto é, de moradias que precisam ser construídas, totaliza 100.362. Em relação ao déficit habitacional qualitativo, relacionado à carência de infraestrutura básica (saneamento, energia elétrica, coleta de lixo, entre outros), o número é de 129.714 moradias.

Iniciado em maio de 2015, o estudo é o primeiro produto concluído por meio de Termo de Cooperação Técnico-Científica do Consórcio Intermunicipal Grande ABC com a Universidade Federal do ABC (UFABC). O presidente do Consórcio e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, ressaltou que o diagnóstico auxilia a política habitacional nas sete cidades. “Com o estudo, conseguimos um retrato da situação da moradia na região. As equipes de algumas cidades ainda precisam melhorar sua base de dados, o que é fundamental para podermos pleitear recursos dos governos estadual e federal”, afirma. 

Estudo sobre a situação habitacional da região foi apresentado aos prefeitos | Foto: Divulgação
Em relação aos assentamentos precários, o diagnóstico aponta a necessidade de regularizar 707 núcleos, sendo que 376 destes necessitam também de urbanização. No caso da produção de novas moradias, o total é estimado em 100.362 domicílios, sendo 36.502 dentro de assentamentos precários e 63.860 fora deles. Com isso, a disponibilização de terras para as necessidades habitacionais do ABC soma 6,386 milhões de metros quadrados.

A coordenadora do estudo pela UFABC, Rosana Denaldi, explicou que as necessidades habitacionais contempladas no estudo são referentes a segmentos populacionais de renda familiar mensal de até três salários mínimos, portanto, podem ser incluídos no Programa Habitação de Interesse Social e receber recursos do poder público. “A diminuição do déficit envolve recursos que precisam de levantamento de custos, além do cadastramento e das famílias para regularizar a situação”, disse.